História do Palacete no qual fica o museu

     O atual bairro Campos Elíseos era conhecido como Campo Redondo até meados de 1800, quando ainda contava com poucas chácaras e era considerado distante do centro da cidade.

    O bairro passou a se chamar Campos Elíseos a partir de 1879, quando os grandes proprietários começaram a dividir suas terras e vendê-las para famílias envolvidas na próspera exploração do café. O desenvolvimento do bairro Campos Elíseos e da cidade de São Paulo foi fortemente impulsionado pelas linhas férreas, como a São Paulo Railway e a Estrada de Ferro Sorocabana, que conectavam o interior à capital. Além da facilidade de transporte, Campos Elíseos foi um dos primeiros bairros a contar com o abastecimento domiciliar de água, o que contribuiu significativamente para sua urbanização e crescimento.



    Quando as famílias que residiam em Campo Redondo até meados de 1800 começaram a vender suas propriedades, dois investidores se destacaram: Frederico Glette e Victor Nothmann. Ambos passaram a explorar o mercado imobiliário nos bairros de Higienópolis, Vila Ema e Campos Elíseos. Entre os principais compradores dos lotes que formaram esses bairros, destacaram-se os barões do café, como o Barão de Rio Branco, Barão de Campinas, e Elias Pacheco Chaves.

    Elias Pacheco Chaves, um importante cafeicultor, foi o responsável pela construção do palacete onde hoje se encontra o Museu das Favelas. Ele mandou construir o palacete para viver com sua família, composta por sua esposa e onze filhos, além dos serviçais que ainda trabalhavam em condições semelhantes à escravidão. Após a morte de Elias, o edifício foi utilizado para saldar as dívidas de sua empresa e foi adquirido pelo Estado de São Paulo em 1911. A partir dessa aquisição, o palacete serviu como residência oficial para os governadores até 1935, quando passou a ser chamado de Palácio dos Campos Elíseos.


    Em 1924, durante uma revolta das forças militares contra o monopólio do poder exercido por Minas Gerais e São Paulo, o palacete foi usado como trincheira. Entre os anos de 1935 e 1965, enquanto se preparava para servir como Palácio de Governo, o edifício passou por uma grande reforma que visava ampliar a sua área. Durante essa reforma, um incêndio destruiu parte da estrutura do palacete.

    Nos anos 1930, o palacete foi ampliado para acomodar o Palácio de Governo, função que exerceu até 1965, quando as atividades governamentais foram transferidas para o Palácio dos Bandeirantes. Entre os anos 1970 e 2000, o edifício abrigou diversas secretarias de estado, como as secretarias de Ciência e Tecnologia, Cultura, Esportes e Turismo. Após esse período, o palácio passou por uma reforma já prevendo seu uso como espaço cultural.






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