História do Museu das Favelas

    Durante a recuperação do palacete e a sua transformação em um espaço cultural, discutiu-se amplamente a necessidade de preservar imóveis históricos e outros elementos significativos, o que contribuiu diretamente para a criação do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT), órgão estadual responsável por proteger o patrimônio material e imaterial de São Paulo.

    


    O palacete foi, então, escolhido para abrigar o Museu das Favelas, em homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus, que frequentava as regiões de Campos Elíseos em sua rotina de coletar papel e ferro-velho nas ruas, atividade que garantiu sua sobrevivência. Carolina Maria de Jesus expressou sua visão sobre São Paulo com as palavras: “Eu classifico São Paulo assim: O Palácio é a sala de visita. A prefeitura é a sala de jantar e a cidade é o jardim. E a favela é o quintal onde se jogam os lixos.” Essa citação reflete a intenção do Museu das Favelas de valorizar e dar voz à cultura popular e periférica, trazendo à tona as realidades muitas vezes invisibilizadas da cidade.












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